terça-feira, 14 de maio de 2013
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
Encontro de motocicletas clássicas no Sambódromo - HOJE - TERÇA - 24/07
sábado, 5 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
HOMENAGEM AO PILOTO E AMIGO
Curti a Fórmula 1 nos anos 70, por isso outro ídolo meu era - e é - o Emerson Fittipaldi. Entre outros.
Ayrton Senna, nem é preciso dizer.
Heróis, mesmo, eram os pilotos dos anos 60, que pilotavam com muita garra e com pouca segurança automóveis que hoje temos receio até em dar umas voltinhas. Bird Clemente é nosso grande exemplo dessa legião de ídolos.
Mas o piloto que quero homenagear aqui não era um profissional, raramente era visto na mídia e tampouco ganhou algum campeonato de grande importância. Mas era um dos meus ídolos. Eu cheguei a dizer isso para ele.
Renato Gouveia era um piloto/mecânico que gostava do que fazia. Conheci-o em minha escola de pilotagem lá pelo fim dos anos 80, pilotando um Chevrolet Camaro 1974 que foi, aos poucos, se transformando em um autêntico Stock Car.
Garra nunca faltou para o Renato. Nunca esqueço o dia em que eu estava perambulando pelos boxes de Interlagos, durante uma curta prova de Formula Classic (umas 11 voltas, eu acho), quando o Renatão para em frente ao seu box, olha lá dentro e não há ninguém. Ele sai do carro, tira capacete e luvas, abre o capô de seu Camaro branco, pega umas ferramentas sabe lá de onde e começa a mexer no motor. Logo em seguida bate o capô, larga as ferramentas sabe lá onde, recoloca capacete e luvas e volta para a corrida. A tempo de receber a bandeirada de chegada.
Assim era o Renato. Tocava o trombone, o violino, o contra-baixo, o bumbo e ainda conduzia a orquestra.
Ontem seu filho Ricardo, que lá pelos seus 8 anos (acho eu), debulhava karts lá na pista de Itú (pelo menos debulhou um meu), me enviou as fotos que publico a seguir.
Todo garoto tem seu herói. O meu era o meu pai. Certamente o do Ricardo também era o pai dele.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
LEMBRANÇAS
Expedito Marazzi
Felizmente ninguém se machucou, nem mesmo os motociclistas, que correram entre as baterias da Divisão 3 e caíram pra valer. Aliás, ninguém gostou da idéia de unir motos e carros no mesmo dia, nem pilotos nem motoqueiros. Parece que isso não vai mais acontecer.
Eu não pude ver a corrida no seu enfoque geral, pois estava participando dela. Mas o meu mecânico preparador, o Ney, que fica torcendo - elétrico - nos boxes, no final me contou tudo o que aconteceu. Além dos destaques de Yoshikuma e Giaffone, que ficaram com os dois primeiros lugares, os carros do Sul andaram muito bem, passando todos os outros nas retas. Havia até quem achasse que seus motores estavam fora do regulamento. Amadeu Campos ficou em terceiro lugar, na soma dos pontos, usando já os pneus com novo composto. Lara Campos ficou em quinto, Amadeu Rodrigues em sétimo, José Antonio Bruno, em oitavo, Alvaro Guimarães em nono e a Passat de João Franco em décimo, Nós tivemos de nos contentar com o 13º. Mas valeu a pena".
domingo, 13 de junho de 2010
MARAZZI-VÊ




O fotógrafo aqui está prá lá de meia boca, mas acho que vale o registro!
Forte Abraço!
Luis Testa
Nas fotos, Chico Greche, Clovis Testa e Marazzi. O barbudo em uma das fotos não lembro o nome, mas era aluno do curso de pilotagem.
sexta-feira, 5 de março de 2010
O CARRO
Novamente estamos aqui recordando. Aos amigos que ainda tem paciência de abrir este blog e então ver que quase nunca há algo de novo, só tenho a agradecer. Como é o caso do Rui, que nos mandou as fotos dos papermodels. Confesso que fiquei emocionado ao ver o "penico" de Divisão 3 do meu pai. Tanto que ele merece a foto do carro original, pela qual dá para notar a alta qualidade do trabalho dos artistas.
terça-feira, 2 de março de 2010
PAPERMODEL
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
QUEM É O IDOSO?
Depois de muitas broncas dos amigos, volto a publicar alguma coisa neste blog. Ainda mereço mais broncas, já que me afastei dos assuntos principais, mas eu chego lá.Meu amigo Renato Correa, o Renatão, me passou a foto acima com a dúvida do título: "Quem seria o idoso, o carro ou o dono?" Provavelmente os dois, eu diria.
O flagrante, clicado pela sua esposa Ana Cristina Reis, ocorreu no estacionamento de um supermercado no Morumbi, bairro de São Paulo, nestes últimos dias.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
AO MESTRE COM CARINHO

ESTOU CONVENCIDO: CORRIDA É COISA IMPORTANTE
Sábado, 23 horas. Estou em casa vendo um filme na TV, quando toca o telefone. É o Mathias Petrich, da Volkswagen:
- Marazzi, amanhã cedo você está convidado para conhecer o Audi Quattro, o carro que está vencendo o Campeonato Mundial de Rallyes. Seus pilotos estarão lá!
Dia seguinte estou sentado naquela máquina maravilhosa, observando todos os detalhes de sua construção e admirando os 330 cavalos DIN que o motor 5 cilindros de 2,2 litros, turbinado, desenvolve a 9.000 rpm. E assisto ao filme no qual as equipes que disputam aquele campeonato dão um verdadeiro show de direção.
Às 10 horas da manhã, estou de volta. Ligo a TV e fico torcendo para o Nelsinho Piquet, que sai na frente do G.P. de Hockenheim e aumenta sua diferença, volta por volta. Vejo estarrecido a barbeiragem (proposital?) do chileno Eliseo Salazar, que nos rouba a vitória e também o campeonato, provavelmente. Lamento que o chute dado por Nelsinho não tenha atingido o alvo.
Subo na minha motoca e minutos depois estou em Interlagos, vibrando com a vitória do meu ex-aluno Marco "Largatixa" Greco, na 350 especial. Deploro que tenham largado, na prova seguinte, apenas quatro motos. Mas, mesmo assim, o espetáculo foi bonito. Nas provas seguintes, de monomarca, o entusiasmo e o bom número de concorrentes habitual.
Mas não pude ficar até o fim, pois voltei correndo a sentar-me frente à TV, para assistir a mais uma etapa da Hot-Car, no Rio de Janeiro, onde torci pela vitória do meu outro ex-aluno, Egidio "Chichola" Micci. A corrida foi linda, disputada, apesar do pequeno número de concorrentes (largaram apenas 17).
Subi na motoca novamente e, desta vez, rumei para o lado oposto: fui até o hipódromo de Vila Guilherme, onde estava sendo disputada mais uma rodada do Campeonato Brasileiro de Autocross, a nova modalidade de competição motorizada que está empolgando. E ainda pude assistir às duas finais, de "Baja Bugs" e de "Gaiolas", esta última tremendamente disputada, com 24 concorrentes numa pistinha de terra com menos de um quilômetro de extensão.
Ufa! Que domingo motorizado e corrido! Quando voltei para casa estava exausto, mas muito feliz, porque fiquei me lembrando de quando as coisas não era assim.
De fato, nunca parei para pensar nisto, mas como o brasileiro gosta de esportes motorizados, não? Há alguns anos, a prova máxima era a "Mil Milhas", uma vez por ano, apenas. A gente ficava o ano todo esperando por ela. De vez em quando havia uma corrida em Interlagos, e os concorrentes eram quase sempre os mesmos. De raro em raro surgia uma novidade. O número total de corridas, no Brasil, numa temporada, era da ordem de uma dúzia ...
Agora, em pouco mais de 24 horas, participei de cinco eventos competitivos motorizados, importantes, torcendo por brasileiros!
Este pensamento me fez olhar as corridas por outro lado. Como coisa séria. Como coisa importante. Não como coisa de moleques. Na verdade, de tanto batalhar inutilmente pelas corridas no Brasil, de tanto ouvir negativas de patrocinadores em potencial, de gente metida a importante, engravatada, atrás de imponentes escrivaninhas, eu acabei ficando meio inseguro. Será que, realmente, isso tudo não passa de brincadeira de quem não tem o que fazer? Certa feita, eu vinha de Interlagos, rebocando numa carreta um dos meus fórmulas 1.300, usado nas aulas práticas de minha escola de pilotagem. De repente, um executivo do tipo descrito acima sentiu-se "fechado", pela carreta, me fez parar e me agrediu com palavras pesadas e entre outras "pérolas" saiu-se com esta: "Você está prejudicando o Brasil, gastando combustível com essa porcaria de corridas ... "
Mas agora, depois desse domingo festivo, em que milhões de pessoas não somente aqui no Brasil, mas em toda a parte do mundo, graças à TV vibravam, do mesmo jeito que eu, com as competições motorizadas, tive a certeza de que não desperdicei a minha vida.
Ah! Quem me dera que pessoas importantes pudessem ser convencidas dessa grande verdade! Que os homens que administram as verbas de propaganda das empresas importantes, especialmente as que fabricam automóveis e motocicletas, deixassem de ser emproados e mentirosos e admitissem que as corridas vendem de verdade os seus produtos. Que os homens do Governo sentissem a "força" dessas competições e facilitassem a vida dos corredores e das equipes, ao invés de complicá-Ias.
Fangio jamais escondeu que a Casa Rosada, no tempo de Peron, era o seu maior patrocinador. Porque sua presença marcante nas pistas européias era um cartão de visitas para a Argentina.
Aqui no Brasil, o coitado do Emerson teve de botar a boca no mundo e cobrar tudo o que ele havia feito, para ver se conseguia uma mãozinha oficial, lembram -se?
Então, no que ficamos? Bem, algumas coisas estão se esclarecendo. Por exemplo, na Europa, ninguém mais duvida que o brasileiro é um excelente piloto. Praticamente todos os que foram correr lá fora, de um jeito ou de outro, tiveram seus brilharecos. De modo geral, os ingleses e, com maior amplitude, os europeus, respeitam muito os brasileiros, como bons pilotos.
Só falta mesmo que os próprios brasileiros passem a respeitar os pilotos brasileiros como gente normal, que têm uma profissão como qualquer outra. .
Certa feita fui a um banco, pedir um financiamento. Minha ficha estava quase aprovada, quando o gerente soube que eu era piloto de competição, além de jornalista. Pronto: foi água na fervura, o financiamento não saiu.
Em outra ocasião, fui procurado por um agente de companhia de seguros, que pretendia vender uma apólice. Conversa vai, conversa vem, ele acabou desistindo da venda, quando soube que eu participava de corridas de automóveis e motocicletas.
Essa, agora, não aconteceu comigo, mas fui testemunha: o vetusto pai de família, vetando o namoro da filha com o moço que a cortejava. Justificativa: "Ele é um louco! Imagine que até corre de motocicleta ...
Outra, mais dolorosa, de um "amigão" meu, diretor de uma empresa que estudava a minha contratação como funcionário, para a área de promoções. "Infelizmente, Marazzi, não vai dar. Nós precisamos de uma pessoa mais séria e você continua com aquela sua mania de corridas. Quando você vai criar juizo?" Isso tem de acabar ...
Expedito Marazzi
NT : Ontem, conversando com o Gabriel e comentando este texto, disse-lhe que gostaria de postá-lo. Fora isso, combinei com o José Martins Jr. de escrevermos histórias suas com o Expedito . Não esqueci, Martins , logo nos reencontraremos.
Texto revista MOTOR3 nº 27 Setembro de 1982
quarta-feira, 29 de julho de 2009
HISTÓRIAS CONTADAS NOS BOXES


Esta história meu amigo Mario Marcio tirou do fundo do baú. Esse campeonato nos tirava o sono, mas juro que não me lembro desse episódio.
“Em 1972, a Estrela lançou o Campeonato Nacional de Autorama Emerson Fittipaldi: o vencedor passaria um dia inteiro com Emerson Fittipaldi, um sonho para qualquer garoto da época. Gabriel e eu logicamente nos escrevemos, iríamos correr com as nossos Brabham BT34 que havíamos acabado de comprar e, segundo especialistas, “voavam baixo”.
As corridas eram sempre aos domingos pela manhã na pista do Ibirapuera, em um total de quatro corridas. Passávamos as noites de sábado desmontando, regulando e pintando os carros que eram sempre destaques nas corridas pela beleza, conservação e desempenho, pena que os dois pilotos ficavam nervosos e não iam bem nas provas. Os melhores resultados foram um terceiro do Gabriel e um quarto meu. Por idéia do Expedito, sempre corríamos em baterias separadas para não fazermos concorrência um ao outro, já que somente o primeiro lugar se classificava para as semifinais.
Expedito sempre nos levava para a pista nos dias de competição no seu lindo Dodge Dart preto. No caminho mostrávamos os carros a ele, que sempre participava com enorme entusiasmo. Num desses domingos, porém, ele nos levou num lindo Maverick LDO que ele estava testando para Revista Quatro Rodas. Era um belo carro de cor champanhe, novinho. Chovia muito aquele dia e, quando chegamos ao Ibirapuera, Expedito, não querendo pegar chuva, resolveu “estacionar” o carro o mais próximo posseivel da pista. Só que a manobra incluía descer um escada de uns quinze degraus.
– Será que eu consigo? Pergunta Expedito.
– Vai raspar o fundo. Diz Gabriel.
– Ops, ops, ooo...
Dum, dum, dum, dum...
– Foi, viu, viu, viu? Não raspou nada, comemora Marazzi.
– Mas como vamos sair daqui? Questiona Expedito coçando a cabeça e rindo com um garoto que fez uma travessura.
– Bom, depois eu penso nisso.
E fomos para a pista levar outro “esfrega” da garotada.
Na hora de sair, ele colocou o carro meio de lado em frente à escada e acelerou fundo, o carro cantou os pneus de um pulo e subiu fácil, sob olhares incrédulos de diversos pais que deviam esta se perguntando “Quem era aquele louco que fazia aquilo com um carrão daqueles?”.
Coisas de Marazzi”
Mario Marcio Souto Maior
HISTÓRIAS CONTADAS NOS BOXES

Mais uma história contada pelo Irineu, no seu tempo de aluno do Curso Marazzi de Pilotagem. Depois se tornaria um dos instrutores da escola.
"Nunca passei tanta agonia como na quarta-feira em que iria fazer minha avaliação prática no Curso Marazzi de Pilotagem. Já tinha feito a teórica na sede da escola, na Lapa, e já tinha conseguido minha nota máxima. Era o mínimo que eu poderia fazer em retribuição à dedicação do Expedito em responder pacientemente às centenas de perguntas com as quais eu o bombardeava ininterruptamente.
Na manhã dessa quarta-feira resolví fazer uma boa revisão no motor do meu Passat, já que ele teria que andar abaixo dos 4'20" na prova prática. E eu queria andar bem abaixo disso. Em vez de ir para a faculdade saí à caça de velas, cabos de vela, tampa do distribuidor, platinado, condensador, bobina e cabo de bobina novos para substituir os que estavam no carro. Depois disso uma boa avançada no ponto de ignição, tanque cheio de gasolina azul, quarenta libras nos pneus e... pista!
O carro, que na terça-feira me levou e me trouxe de volta da sede da escola, se recusou a ligar depois de trocadas todas as peças. Foi chegando a hora de ir para Interlagos e nada do motor dar sinal de vida. Meu avô chegou em casa, coisa que fazia todas as quartas-feiras depois do almoço e nada do motor dar sinal de vida. Desesperado, liguei para o Helmut, mecânico alemão do meu bairro especialista em VW, implorando para que viesse à minha casa imediatamente.
A essa altura minha mãe e meu avô já andavam atrás de mim, preocupadíssimos, com xícaras de chá de erva-doce e calmantes, que eu recusava para não ter os reflexos diminuídos.
O Helmut chegou meia hora depois de começada a aula em Interlagos. Por volta das cinco da tarde o maldito motor voltou a funcionar. E lá se foi a minha prova prática...
P.S. Na quarta-feira seguinte fiz minha avaliação prática e virei bem abaixo de 4’20”.
Irineu Desgualdo Jr.
TROFÉU EXPEDITO MARAZZI

Expedito Marazzi é reconhecido como sendo o precursor dos testes de avaliação de desempenho dos automóveis nacionais. Atuando como jornalista especializado em automóveis na Revista Quatro Rodas de 1962 até 1974, ele não inventou os testes, mas criou uma linguagem pela qual o leitor capta não só o resultado de das medições de desempenho, mas, principalmente, as sensações pelas quais passa o condutor ao dirigir aquele veiculo. Mesmo sem saber, a grande maioria dos profissionais dessa área atualmente - naquela época, quase 50 anos atrás, ele era um dos poucos atuantes nesse ramo - foram influenciados pelo seu modo de descrever técnica e dinâmica automotiva.
III ABC Old Car – Antigos no Campus
Um tributo ao jornalista Expedito Marazzi!
A partir dessa edição, a exposição que acontece no Campus da faculdade Mauá, em São Caetano do Sul, passa a premiar o melhor carro nacional com o troféu em homenagem ao jornalista que desenvolveu o método de teste usado em revistas especializadas.
Outra novidade da terceira edição do ABC Old Car & Parts – Antigos no Campus, que acontece nos próximos dias 31 de julho a 02 de agosto próximo no Campus da Universidade Mauá, em São Caetano do Sul, é que a partir desta edição, a exposição passa a destacar o melhor carro nacional da mostra com o Troféu Expedito Marazzi. O prêmio foi criado para homenagear um dos grandes nomes do jornalismo especializado automotivo e que teve sua vida marcada pela paixão e envolvimento com o mundo dos automóveis. “A sugestão da homenagem partiu de Paulo Sergio Rodrigues, conhecido colecionador de São Paulo e foi imediatamente aceita por nós” afirma Ervin Moretti, coordenador do grupo de premiação. Na opinião de Paulo, a história de vida de Expedito Marazzi é de alta relevância para a industria nacional.
Acolhido e autorizado pelo filho Gabriel, também jornalista e colecionador, o Troféu será vitalício no evento. Marazzi, como ficou conhecido, teve seu primeiro contato com o mundo dos automóveis aos quatro anos, quando esteve presente na inauguração do Autódromo de Interlagos, em 1940. Aos dezessete anos começou a competir escondido do pai, usando um MG. Descoberto, teve que desistir da carreira. Quando voltou às pistas, dez anos depois, já era repórter da revista Quatro Rodas, onde permaneceu entre 1962 a 1974.
Marazzi foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento e criação da linguagem de testes e avaliações de automóveis e motocicletas, uma metodologia usada até hoje pelas revistas brasileiras que buscam levar uma informação mais detalhada dos veículos aos seus leitores. Ao deixar a Quatro Rodas seguiu para a Editora Bloch, escrevendo para as revistas Manchete e Fatos & Fotos, sempre sobre automobilismo e motociclismo. Também editou as revistas Auto Esporte, Motor Três e finalmente a Caminhoneiro.
Marazzi tem outros feitos em seu currículo. Foi dele, por exemplo, a iniciativa de criar no Brasil o primeiro curso de pilotagem, em 1966. O Cursa Marazzi de Pilotagem de competição foi inspirado no curso ministrado na Itália por Piero Taruffi e as aulas práticas aconteciam no Autódromo de Interlagos e funcionou até 1998, quando mudou a razão social para Centro de Pilotagem do Roberto Manzini. Graças ao seu conhecimento e simpatia. Marazzi circulava em todas as rodas do automobilismo e foi amigo de muitos pilotos importantes, como Emerson Fittipaldi, entre outros. Expedito Marazzi faleceu em dezembro de 1988 em acidente automobilístico em pleno exercício da profissão. Testando um caminhão.
Troféu Lenker - Todos os automóveis que serão destacadas pelo corpo de jurados vai receber um troféu especial desenhado e produzido pela Lenker, conceituado fabricante de volantes especiais. Em homenagem à empresa, apoiadora dos eventos de autos antigos, a organização decidiu dar o da premiação de Troféu Lenker. A peça é uma verdadeira obra de arte. Trata-se de um mini volante de 17 centímetros de diâmetro, baseado no modelo clássico LT, de quatro hastes, produzido em escala normal e em série pela empresa. “Para nós é uma grande honra produzir e dar o nome ao troféu, pois ele representa para seu ganhador o reconhecimento de um trabalho de alta qualidade, exatamente como é a filosofia da nossa empresa”, salienta Miguel de Mauro, empresário e dono da empresa.
VEJA MAIS INFORMAÇÕES NO SITE WWW.ABCOLDCAR.COM.BR
Ficha do Serviço
III ABC Old Car & Parts – Antigos no Campus
Tema Central: Os 50 anos do Fusca no Brasil
Data: 31 de julho a 02 de agosto,
Horário: das 8h ás 19h.
Entrada: 2kg de alimentos não perecíveis
Destino dos alimentos: em prol da Diocese de Santo André (Grande ABC).
Local: Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia – Campus de São Caetano do Sul – Praça Mauá 1 – São Caetano do Sul – SP
Expositores: Contato com a HP Press Eventos
Telefones: (11) 4421-3993/ 2564-2810 / 8554-9878
E-mail: abcoldcar@hppress.com.br
Outras informações e fotos no site www.abcoldcar.com.br
terça-feira, 23 de junho de 2009
O RETORNO ÀS PISTAS

Momentos antes da largada, Expedito com seu Dauphine ao fundo e,
com a tampa do motor aberta, o Volkswagen número 15 de Ari Rocha
por Expedito Marazzi
Como repórter da Revista Quatro Rodas fui fazer uma reportagem na FAU, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde os carrozieri Pininfarina e Ghia fariam uma palestra. Lá conheci Ari Antonio da Rocha, um garotão estudante de arquitetura também apaixonado por automóveis que mais tarde se tornaria um dos mais importante designers de automóveis do País. Ficamos muito amigos e passamos a frequentar o Autódromo de Interlagos. Um desses dias resolvemos nos inscrever em uma corrida para estreantes, com automóveis nacionais. Era 1963, eu tinha um Dauphine 1959 e ele “roubaria” o Fusquinha de seu pai. Era o II Prêmio Aniversário ACESP, realizado em 30 de junho. Nós correríamos no sábado, 29.
Levei o Dauphine à Corsa, uma speed shop perto da Dacon que estava na moda, cujos donos eram Sérgio Cabeleira, Cacaio, Bruno Barracano e Anísio Campos. Lá conheci vários futuros grandes pilotos, como Moco, que estrearia na mesma corrida que eu, Carol Figueiredo, Wilson Fittipaldi, Marivaldo Fernandes e muitos outros. Como Eles não mexiam em Dauphine, apenas em DKW, Cabeleira me recomendou a Torke, de Luis Pereira Bueno. Luisinho deu uma tremenda acertada no motor do Dauphine e me vendeu meu primeiro capacete, que mais parecia um penico. Foi lá que conheci Chiquinho Lameirão.
Bem, da corrida pouco tenho para contar, os mais velozes viravam 4’30”, a maioria 5’ e meu Dauphine lá pelos 6’. Cheguei em 16o lugar, na categoria até 1.300, depois de várias desclassificações por descumprimento do regulamento e de eu ter ultrapassado o VW de Fernando Borragina. O Ari chegou em 15o com seu Fusca 1.200, mas bateu o carro que era do seu pai ao sair do autódromo e quase encerrou sua carreira de piloto.
terça-feira, 16 de junho de 2009
HISTÓRIAS CONTADAS NOS BOXES
Mario Marcio Souto Maior é um amigo meu desde fins dos anos 60, e morava três casas ao lado da minha. Crescemos e passamos a adolescência juntos, curtindo muito rock, autorama e, é claro, aulas do Curso Marazzi de Pilotagem. Morando em Macaé, no Rio de Janeiro, há muito tempo, não temos muitas oportunidades de nos encontrar, mas sempre que conversamos o assunto é o mesmo: automóveis e lembranças de Interlagos. É dele a história a seguir:- Fiquei com tanta pena do seu carrinho que vou te dar um curso de pilotagem grátis!
Meu irmão pulou de alegria, aparentemente não percebendo a piada do Expedito.
Foi então que fiz pela primeira vez o curso do Marazzi, apenas a parte teórica, é claro, pois eu tinha só 13 anos. As aulas teóricas eram ministradas na sede da Rua Iperoig 611, no bairro das Perdizes, nas noites de segunda-feira. As aulas eram sempre muito divertidas e engraçadas e, invariavelmente, acabavam com um torneio de “queda de braço” entre os alunos e o Expedito, que se orgulhava da sua técnica de “travar” o cotovelo. Era quase impossível vencê-lo. Lembro-me que numa destas aulas o Marazzi estava explicando a técnica de curva usando o “despetalar da margarida”, quando um aluno comentou que era mais fácil fazer a curva dando pequenos toques no volante, como muitos faziam, mas sem saber o porquê. Marazzi virou pro cara e disse:
- Só se você for mau aluno. E péssimo piloto. Você sabe como surgiu esta mania absurda de dar toquinhos no volante?
O cara respondeu que não e ai o Expedito explicou:
- Na época em que se corria em ruas de paralelepípedo, com os trilhos de bonde, os pilotos tentavam ao máximo manter as rodas dos carros em cima dos trilhos, assim conseguiam ser muito mais rápidos. Quando iam fazer as curvas, colocavam somente as rodas externas à curva no trilho e as internas no paralelepípedo, para aumentar a aderência, e para fazer isso eles davam pequenos toques no volante, de forma que quem via de fora achava que isso era uma técnica de volante para se fazer curva. A coisa acabou se espalhando por todos os cantos, mas na realidade nas pistas modernas este vicio só serve para desequilibrar o carro.
O aluno ficou meio sem graça pelo seu comentário, mas aprendeu sua lição. E todos agora sabíamos o porquê daquela tola “técnica” do toque.
Depois dessa aula, rolou mais uma rodada de “queda de braço”, Expedito vencendo a maioria, inclusive com dois alunos juntos tentando derrotá-lo."
Mario Marcio Souto Maiorsegunda-feira, 15 de junho de 2009
HISTÓRIAS CONTADAS NOS BOXES
O Curso Marazzi de Pilotagem teria hoje quase 43 anos de vida. Foram 22 com o Expedito, 10 comigo e quase 11 anos de saudades desde que a Escola passou pro Manzini. Nesses anos todos, o que nunca faltou foram histórias contadas nos boxes, geralmente nos intervalos das aulas práticas em Interlagos, quando instrutores e alunos relaxavam. Coisas inusitadas que aconteciam nas próprias aulas, como aquele caso que nunca esqueço do aluno que jurava ter ouvido um passarinho cantar do lado de fora de seu carro, em plena curva Dois, com capacete e vidros fechados. Ou então aquela manobra mágica que o salvou de uma rodada no Laranja, salvando também sua reputação, já que ninguém fazia cagada nessa curva sem ser gozado ao chegar aos boxes. Mas serviam também histórias contadas na mesa do bar ou da pizzaria, em meio a um chope e outro, depois das aulas, ou mesmo as histórias que até hoje escuto dos antigos alunos que viraram amigos.
Eu já comprava as revistas Quatro Rodas e Auto Esporte desde muito cedo e literalmente viajava nas bonitas formas aerodinâmicas dos carros de corrida de então. Já conhecia a maioria dos carros por nome e já tinha decorado suas fichas técnicas. Carros, especialmente os de corrida, já ocupavam grande parte da minha vida. Tanto assim que tentei convencer minha professora do 2° ano primário a trocar seu VW Sedan 1200 por um carro projetado por mim, baseado no Mildren Alfa que competia na Copa da Tasmânia.
Lembrei então da primeira vez em que fui levado pelo meu pai a Interlagos. Foi em 1970, época da Copa Brasil, que aconteceu na onda da primeira invasão brasileira bem sucedida nas pistas européias. Vários protótipos e carros GT europeus vieram medir forças com a nata do automobilismo brasileiro da época. Uma Ferrari 512S vermelhíssima passou pela reta dos boxes no exato instante em que nos preparávamos, eu e meu pai, para subir a escada da arquibancada logo em frente. Em quinta marcha, a caminho da curva Um, muito acima dos 200 km/h e deixando um rastro de borracha, sinal de que o V12 naquele ponto da pista ainda tinha muito a empurrar.
Esta cena ainda está viva na minha memória: a 512S vindo em minha direção com um barulho agudo do motor e do vento contornando sua carenagem se tornando cada vez mais altos, a explosão ao passar bem diante do meu nariz e se tornando mais grave por conta do efeito Doppler enquanto se afastava na direção da curva Um capturaram minha alma para sempre.
Um dia eu iria guiar um carro naquele mesmo lugar."
Irineu Desgualdo Jr.quarta-feira, 10 de junho de 2009
MARAZZI-VÊ
Este Fórmula Volkswagen foi o primeiro Marazzi-Vê, de fabricação própria, vendido a um aluno do Curso Marazzi de Pilotagem, o piloto Clovis Testa. Quem nos enviou a fotografia, de 1980, foi seu irmão José Luis Testa.quarta-feira, 3 de junho de 2009
A PRIMEIRA CORRIDA

por Expedito Marazzi
Já mais “grandinho”, minha primeira aquisição motorizada foi uma motocicletas James 125, com a qual ia sempre a Interlagos treinar. Naquela época, com uma pequena taxa paga na portaria podia-se entrar na pista. Passei a fazer o mesmo com maus carros, inclusive um MG TC que já hhavia sido de corrida. Mas foi com um MG Tourer 1.500 que eu criei coragem e fui até o Automóvel Clube, na Av. Brigadeiro Luiz Antonio, fazer minha inscrição oficial em uma prova. Mesmo com apenas 17 anos, saí de lá com a inscrição feita e o número 94 pintado na porta, com esparadrapo.
Na largada, eu estava tão emocionado que falei a um repórter da Rádio Panamericana o meu nome, esquecendo do apelido “Speedy”. Na hora da bandeirada o juiz de largada, Arrigo Squarzoni, interrompeu a prova e veio furioso, perguntando do meu capacete. Eu nem sabia que precisava. Mas um sujeito que estava perto me emprestou um, pois ele correria apenas na prova seguinte. Era Ciro Caires.
sábado, 30 de maio de 2009
OS INSTRUTORES

A fotografia acima é de 1978, durante uma das aulas práticas em Interlagos. O instrutor é Edgard Ajax, piloto de competição que participou durante muitos anos como instrutor no Curso Marazzi de Pilotagem. Os carros, um Chevette 1974 "mágico", que aturou as barbeiragens de muitos alunos e as ousadias de alguns outros, incluindo as do próprio Expedito, e um monoposto Marazzi-Vê, de construção própria, com motor Volkswagen 1.300. A foto é do acervo pessoal do próprio Ajax, que tem muitas histórias para contar sobre seus anos de "escolinha".






















